sábado, junho 18, 2011

Bio e risadas

Este post é dedicado a quatro anos que passei estudando biologia. Tudo começou quando voltei da Itália. Voltei pro Brasil com um leve gosto por biologia. Chegando no cursinho, hexag, tive aulas ótimas com o professor Flavião. Eaí, pronto! Fui fazer biologia. Mal sabia que ia me dar tanta dor de cabeça. Enfim, conheci a classe mais incrível do planeta. Sabe aqueles três alunos mais bagunceiros da tua classe?? Então, juntaram todos os três alunos bagunceiros de todo estado de sp e colocaram na minha classe. A classe mais temida pelos professores. Uns não queriam nem entrar, e outros, depois de saírem precisavam de um descanso. haha. Errorex na unha e cabelo, objetos voando, pirata, mochilas amarradas, bêbados,cofrinhos a mostra, tagarelas, barraqueiras, dorminhocos, entra e sai, etc. Típica sala de quinta série, só que na faculdade. Nunca dei tanta risada na minha vida. Mais me divertia do que estudava. Tres anos de longas tardes ouvindo sobre células e hormônios. Um ano de manhãs sonolentas, esperando que desse logo a hora do almoço. Entre tudo isso, pessoas de diverentes lugares, tipos, gostos e personalidades.

Vou falar deste último semestre. Pra mim, começou zuado, assim como o anterior. Cada manhã era um sufoco acordar, andar até o mackenzie e ver alguém falar lá na frente. Mas fui motivado pela viagem que estava em vista. Acordar pensando nela, começou a me motivar, já que tantos outros motivos me desmotivavam totalmente. E era assim que meus dias começavam. Matérias boas, com professores fracos. Matérias chatas com professores fortes. Isso não da certo. Microbio é uma delas. Insuportável. Mas pra isso existiam os loucos da minha sala. Sempre tinha alguém que também tava pouco se ferrando pra aula. Risadas e conversas estavam sempre presente. Sem contar os intervalos, em que ficavam os caras de um lado, olhando as meninas do outro lado do corredor. Ninguém fazia nada haha, só olhavam mesmo. Enfim, semestre inteiro foi isso. Ir de corpo pra faculdade, acabava se divertindo e ia embora. Quando  demos conta, já estávamos apresentando o TCC, que era super temido, mas todo mundo passou bem sussa. Quatro anos de muita risada. Esse é o resumo.
Espero que todos se dêem bem.


BioHorrorr 407

Férias por período indeterminado
Um mês pra decidir o que fazer

sexta-feira, junho 10, 2011

"Vestidos Amarelos"

Mais uma vez, sozinho, esperando alguma coisa. Desta vez estou esperando uma amiga pra conversar. Enquanto espero, eu escrevo. Estou sentado aqui no Mackenzie, de frente pra um jardim, tomando um sol. Tipo lagartixa. Esta é uma sensação muito boa.  Deus faz as coisas perfeitas. Espero que faça na minha vida também. Estou totalmente perdido quanto ao que fazer da minha vida. Em todos os aspectos. Noruega Brasil Santos São Paulo Pós Mestrado Emprego ela Intercâmbio "nâo ela" e tantas outras coisas. Quanto mais eu oro, mais tenho dúvidas. Eu so quero que as coisas aconteçam naturalmente, sem pressão, sem sentimentos ruins. Só quero fazer a coisa certa.

As vezes acho que estou fazendo tudo de errado. Estou vendo várias pessoas passarem na minha frente e penso que eu fui uma delas durante quatro anos. E o quanto eu cresci e amadureci e evolui?! E o quanto isso é o que eu quero de verdade? Talvez eu tenha feito escolhas somente por meus gostos momentâneos. Mas desta vez eu quero fazer tudo certo. E isso me dá um medo. Não consigo enxergar o que é dEle pra mim. Eu queria outros "vestidos amarelos" pra perceber o que fazer.

Para não parecer estranho, vou contar de forma breve a história do vestido amarelo. Uma vez eu não sabia que decisão tomar. E como hoje, também não via resposta alguma. E no meio de dois amigos, eu disse: será que vou ter que pedir pra ela vir de amarelo pra eu ter certeza do que fazer?? Dito e feito. Ela foi de vestido amarelo. Essa foi a mais clara resposta obtida. E é de outro vestido amarelo que venho precisando.


segunda-feira, junho 06, 2011

Rio

Começo minha viagem sozinho para o Rio. As vezes gostaria de mais espaço dos meus amigos, e outras como esta, queria um deles por perto. É 00:45 e eu estou no terminal rodoviário Tietê em São Paulo. Liguei o Ipod que peguei emprestado, escutei uma música e logo percebi que a bateria estava acabando. Resolvi então, guardar para algum momento que mereça uma música. Tenho mais uma hora até o embarque do ônibus e resolvi escrever. Por sorte não está tão frio.


 
Esta, está sendo uma pequena, bem pequena prévia do que irei passar daqui uns dois meses. Estou indo para o consulado norueguês no Rio de Janeiro entregar os documentos para dar entrada no visto de estudante. Provavelmente é para lá que eu vá assim que me formar. Não que isso seja do meu goosto, mas ficar no Brasil enviando currículos pela internet também não é de meu agrado. Na verdade, ou melhor dizendo, no fuunfo, o que de verdade me deixa com medo é de ficar longe de algém que me faz muita falta. Tenho na minha cabeça uns “quereres” que talvez não sejam possíveis. E a Noruega é uma solução forçada.
Faz um ano e meio que acabou e eu ainda penso nela. Ainda penso em olhar nos olhos dela e falar Te amo. Guardar isso pra mim me sufoca um pouco. Tentar esquecer de forma ativa parece não adiantar muito. E eis que surge essa opção de “respirar outros ares”

Talvez esteja na hora de eu ser racional e deixar meus sentimentos de lado. Mas se tem alguma coisa que eu tenho que aprender, é fazer isso. Não, não é fácil pra mim. Acho que está aqui. Meu primeiro dilema, que aliás, ainda vão custar vários posts. Além disso, a questão profissional conta muito. E tenho que pensar muito nisso neste momento. Ainda não tenho claro a certeza do que é melhor pra mim. Espero que estes tempos sozinho sejam suficientes pra eu pensar direito. Ir ou não ir.