segunda-feira, junho 06, 2011

Rio

Começo minha viagem sozinho para o Rio. As vezes gostaria de mais espaço dos meus amigos, e outras como esta, queria um deles por perto. É 00:45 e eu estou no terminal rodoviário Tietê em São Paulo. Liguei o Ipod que peguei emprestado, escutei uma música e logo percebi que a bateria estava acabando. Resolvi então, guardar para algum momento que mereça uma música. Tenho mais uma hora até o embarque do ônibus e resolvi escrever. Por sorte não está tão frio.


 
Esta, está sendo uma pequena, bem pequena prévia do que irei passar daqui uns dois meses. Estou indo para o consulado norueguês no Rio de Janeiro entregar os documentos para dar entrada no visto de estudante. Provavelmente é para lá que eu vá assim que me formar. Não que isso seja do meu goosto, mas ficar no Brasil enviando currículos pela internet também não é de meu agrado. Na verdade, ou melhor dizendo, no fuunfo, o que de verdade me deixa com medo é de ficar longe de algém que me faz muita falta. Tenho na minha cabeça uns “quereres” que talvez não sejam possíveis. E a Noruega é uma solução forçada.
Faz um ano e meio que acabou e eu ainda penso nela. Ainda penso em olhar nos olhos dela e falar Te amo. Guardar isso pra mim me sufoca um pouco. Tentar esquecer de forma ativa parece não adiantar muito. E eis que surge essa opção de “respirar outros ares”

Talvez esteja na hora de eu ser racional e deixar meus sentimentos de lado. Mas se tem alguma coisa que eu tenho que aprender, é fazer isso. Não, não é fácil pra mim. Acho que está aqui. Meu primeiro dilema, que aliás, ainda vão custar vários posts. Além disso, a questão profissional conta muito. E tenho que pensar muito nisso neste momento. Ainda não tenho claro a certeza do que é melhor pra mim. Espero que estes tempos sozinho sejam suficientes pra eu pensar direito. Ir ou não ir.

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